- Tijolos amarelos? Mas tijolos não são laranjados? Por que ficaram assim?
- Estes tijolos são amarelos porque não são feitos de barro, como os laranjados.
- E de que são feitos?
- De sonhos e caramelos!
- Caramelos? Então deve ser por isso que meus sapatos ficaram grudados e eu não consigo tirá-los dali... Mas... Como estes sonhos viraram tijolos?
- Não sabemos bem, mas acho que alguém os assou no passado... Digo, deixou no passado, e por isso viraram pedra, tudo tem que ir pra algum lugar, não é mesmo? Os rios vão pro mar, o Sol vai para o oeste, e os sonhos descartados vem pra cá.
- Nossa, mas se essa estrada é feita de sonhos do mundo todo que viraram pedra ela deve ser gigantesca!
- E é, tanto que poucos sabem onde ela vai dar, acabam se entretendo com as plantações ao redor da estrada e param por lá, outros não tem motivos fortes para enfrentá-la e acabam enferrujando e desistindo, e ainda outros sequer tem coragem de entrar nela.
- Eu acho que não tenho curiosidade nem desejo nem coragem de começar essa viagem...
- Então encontre outro impulso, se quiser voltar pra casa precisa enfrentar a estrada. Se não, seu sonho de voltar vai virar pedra e aumentá-la.
- Então eu vou por piedade do próximo coitado que se perder por aqui, pra não precisar andar mais um tijolo.
- Isso mesmo, menina!
- E se eu encontrar alguém que desistiu e fez a estrada aumentar vou convencê-lo a ir comigo, aí vamos diminuindo a estrada até ela virar uma amarelinha pra gente brincar! Adeus!
- Adeus! E não se esqueça de nós...
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segunda-feira, 23 de junho de 2014
O que é OZ?
Queremos apertar alguns nós.
Porque não tem graça brincar à sós e a vida só vale a pena se todos nós brincamos juntos à uma só voz!
Neste mundo mágico e estranho chamado nós ou OZ...
Porque não tem graça brincar à sós e a vida só vale a pena se todos nós brincamos juntos à uma só voz!
Neste mundo mágico e estranho chamado nós ou OZ...
Oh! Oh! Oss...
Óh! Óh!
Acabou o dia, não se ouve ninguém cantando canções, pulando
corda, atirando lama no quintal. Ó! Não se houve os pássaros de manhã, não se
vê a luz do sol. Se vê pelas ruas uma gente que nem se vê. Gente que nem se
nota, mas sabe dar nota ao olhar do outro. Ó! A tarde cinza, desenfreada, traz
consigo a tinta descascada da parede. Ó! Onde está a cor? A alegria que habita
em nÓs? Tantos nós espalhados por aí, e nenhum sorriso pra desatar.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Estrada de Tijolos Amarelos
Agora com os pés
bem fixados no chão,
Brilhando num
tom rubi
Doroti segue o
caminho.
Sozinha, pisa
devagar tijolo por tijolo.
Não pula nenhum,
quer sentir todos passar pela sola de seu sapato.
Olhos fixos na
frente e ouvidos bem atentos,
Durante o
caminho conhece o NÓS dentro de EU,
Leva-os consigo.
O caminho é
longo, muito longo.
NÓS toma conta
do EU.
Todos em um
Somos todos um só.
O mundo Cinza
Oh, Eu olho pra
cá, frio!
Oh, Eu olho pra
lá, escuro!
Oh, eu olho pra
frente, cinza!
Oh, Oh,
Oh...tudo é tão pesado.
As nuvens
carregadas deixam tudo nebuloso,
Não consigo ver
mais nada, nem meus sonhos.
Eu preciso sair
daqui, eu quero sair daqui. Alguém me ajuda? Por favor?
(silencio) Oh!
(silencio) Eu vou em busca do meu futuro, da minha felicidade.
Não quero mais
esse mundo de neblina, cinza!
Um... oh! Eu
olho para mim. (ventania)
Dois... eu olho
para dentro de mim. (tempestade)
Três... fecho os
olhos. (tornado)
OooooooH! OSS
está em NÓS. Oh! Oh!
Oh, eu olho pra
trás, arco íris!
O caminho de OZ
Eu
tenho medo, medo de altura, medo do desconhecido, medo de errar, medo de ficar
de cabeça para baixo. Eu tenho medo de me abrir, medo de me fechar. Eu tenho
muitos medosssss. Ainda assim, Eu tenho coragem. Eu tenho ferrugem, sinto ódio,
sinto raiva, sinto inveja, Sinto saudades, sinto amor, sinto compaixão, Eu
tenho sentimentossss. Eu tenho coração. Eu
sou burra, sou preguiçosa, minha cabeça gira, não para um segundo, aí eu penso,
reflito, eu tenho curiosidade, eu tenho vontade. Eu tenho inteligênciassss. Eu
tenho um cérebro. Eu caminho com o que eu tenho, com quem eu sou, a procura de
OSS, para desatar os nós dentro de mim. Eu lanço a pedra (coragem), espero ver
onde ela vai parar (cérebro), pulo até alcança-la (coragem), quando chego ao
destino me emociono (coração).
quarta-feira, 18 de junho de 2014
A estrada de tijolos amarelos
Estou
a sós
Só
me resta chegar em oss!
Qual
estrada devo seguir? Lilás,azul amarela ou marfim?
A
estrada onde nasce os sóis!
É
essa que vou descobrir!
Ela
indica o caminho! O caminho para nós!
Dizem
que dentro de nós mora oss!
Essa
estrada é tão reluzente que deixa o sol sempre poente.
Aqui
não posso temer, pois meus novos amigos devo proteger.
Tenho
que estar muito esperta pra no caminho não me perder
É só
seguir os tijolos, amarelo vivos e luminosos.
Lá
esta ela! parece até que não tem fim!
Essa
estrada tem fim?
E se
eu caminhar, caminhar ,caminhar e nada encontrar?
Ai
cérebro! Pare de me fazer tantas perguntas! Preciso apenas de coragem pra
seguir nessa viagem.
O tornado!
Eu to cansada! Cansada de você! Cansada de você! Cansada
de você!
Não quero mais brincar! Nem pular corda nem me pendurar
na cerca e muito menos jogar amarelinha!
Estou indo embora!
Adeus!
Eu estou indo
embora e dizendo Adeus!
Eu estou indo embora,dizendo Adeus! E nunca mais
voltarei!
Eu estou indo embora,dizendo Adeus! E nunca mais voltarei
mesmo!
Ei!! Que tipo de amigos são vocês? Tia? Tio?
Cadê vocês?
Por que está tão escuro? Que vento é esse?
Minha casaaaa? Tio! Tia! O que fazem ai em cima, por que
estão girando? Totó! Voltem
aquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Siiiiiiii!
ShiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiUUUUU!
Um tornado! Que vem pedindo silencio!
Shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Um pedido de silêncio a Doroti! Tudo está ali, no centro
do tornado, sua casa, sua família e seus amigos.
Abra os olhos menina! Precisa olhar sua vida!
Cinza
Óh! Óh!
Acabou o dia, não se ouve ninguém cantando canções, pulando corda, atirando lama no quintal.
Ó!
Não se houve os pássaros de manhã, não se vê a luz do sol. Se vê pelas ruas uma gente que nem se vê. Gente que nem se nota, mas sabe dar nota ao olhar do outro.
Ó!
A tarde cinza, desenfreada, traz consigo a tinta descascada da parede.
Ó! Onde está a cor?
A alegria que habita em nÓs?
Tantos nós espalhados por aí, e nenhum sorriso pra desatar...
...Se eu aceitar o meu caminho? Se eu dar um passo à frente? Se eu tropeçar?
Ó! Aqui não tem mais espaço pra nós.
Ninguém mais tem vOZ.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Goodbye Yellow Brick Road
When are you going to come down?
When are you going to land?
I should have stayed on the farm,
I should have listened to my old man.
I should have stayed on the farm,
I should have listened to my old man.
You know you can't hold me forever,
I didn't sign up with you.
I'm not a present for your friends to open,
This boy's too young to be singing the blues.
I didn't sign up with you.
I'm not a present for your friends to open,
This boy's too young to be singing the blues.
So goodbye yellow brick road,
Where the dogs of society howl.
You can't plant me in your penthouse,
I'm going back to my plough.
Where the dogs of society howl.
You can't plant me in your penthouse,
I'm going back to my plough.
Back to the howling old owl in the woods,
Hunting the horny back toad.
Oh I've finally decided my future lies
Beyond the yellow brick road
Hunting the horny back toad.
Oh I've finally decided my future lies
Beyond the yellow brick road
What do you think you'll do then?
I bet that'll shoot down your plane.
It'll take you a couple of vodka and tonics
To set you on your feet again
I bet that'll shoot down your plane.
It'll take you a couple of vodka and tonics
To set you on your feet again
Maybe you'll get a replacement,
There's plenty like me to be found.
Mongrels, who ain't got a penny,
Sniffing for tid-bits like you on the ground
There's plenty like me to be found.
Mongrels, who ain't got a penny,
Sniffing for tid-bits like you on the ground
O quê quer com Oz menina?
O quê quer com Oz
menina?
- Acho que respostas... É respostas!
- Respostas?
-É para as perguntas.
-Perguntas?
- É sobre o caminho.
-Caminho?
-Sim, da vida...
-Qual vida?
-A minha! Quero que ele me ajude a voltar para a casa.
- Casa? Onde é sua
casa?
-Lá!
-Lá? Hummm... Entendo. Você se perdeu ou anda por ai sem saber para
ode ir?
-Não! Foi o tornado que passou por mim...ele foi mais forte
do que eu e me deixou aqui, por isso me perdi.
-Não deveria andar perto de tornados!
- Acontece que ele não manda uma correspondência quando está
pra chegar.
-Humm... Mas o que quer com Oz mesmo?
-Já disse, as respostas...para as perguntas...sobre o caminho...para
que eu encontre a minha vida de volta!
-Sua vida? Não era sua casa que queria encontrar?
-Ai chega! Você está me confundindo.
-Sabe que eu acho você uma menina muito confusa mesmo. E por
que acha que Oz vai dar tudo o que você quer?
-Não acho tenho certeza!
-As certezas as vezes levam a gente por caminhos
obscuros. Mas quem é você mesmo?
- A kamila.
-Kamila? Achei que fosse Dorothy.
-Quer dizer... sou Dorothy.
-Alguém que não sabe quem é, para mim é realmente alguém muito confuso.
-Eu sei quem sou! Só estou
em um lugar diferente e estranho por isso me confundo.
-Deveria saber mais sobre você, para não se confundir em
lugares estranhos.
-Acho que estranho é você! Não deveria ficar aqui respondendo
as suas perguntas, afinal quem é você?
- Ei! Para onde foi? Volte aqui! Quem é você? Oz?
terça-feira, 10 de junho de 2014
O magico de Oz,nós,voz,sós....
Inicio
do processo- “O mágico de Oz”.
Começamos o nosso caminho
de tijolos amarelos. Seguindo no jogo de
amarelinha que começa na fazenda e termina em OZ. Um caminho em busca da liberdade, descobertas e identidade de Dorothy.
Hoje iniciamos o processo criativo rodeado por
brincadeiras.
Jogamos amarelinha e escravos de “OZ”, com muitas cantigas de roda.
Utilizamos alguma musicas orientais e estamos nessa busca sonora.
Criamos um caminho inicial, através do jogo de amarelinha
tentamos iniciar um roteiro onde cada quadrado representava uma parte da
história, um conflito, encontro ou solução.
Com improvisos criamos uma pequena cena contando a
história do Mágico de Oz.
OZ,VOS,NÓS!
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